de Fibrilhação Auricular
Mulher de 78 anos, autónoma é vista com consulta de rotina no centro de saúde. Dos registos, pode-se observar que recorreu ao serviço de urgência há cerca de 6 meses por palpitações.
Confirmado o diagnóstico de fibrilhação auricular com resposta ventricular rápida, foi iniciada hipocoagulação e realizada cardioversão química com amiodarona.
Desde então, sem recorrência sintomática, estando anticoagulada com DOAC em dose standard, e a tomar amiodarona 200mg meio comprimido por dia. Neste contexto, foi pedido um eletrocardiograma para reavaliação, e estudo analítico..
Face a todos estes achados:
Informações & Ferramentas
02 Estudo analítico
Resposta Correta
Resposta Incorreta
PERGUNTA 01
Relativamente à estratégia de controlo da fibrilhação auricular, qual das seguintes opções é a mais adequada?
(Assinale uma resposta correta)
A. Suspender a amiodarona.
B. Titular a amiodarona.
C. Iniciar beta-bloqueador.
D. Manter a estratégia em curso.
O que dizem as Guidelines?
Resposta certa:
• Apesar de não existir evidência robusta a demonstrar a superioridade prognóstica de uma estratégia de controlo de ritmo versus controlo de frequência na FA, a manutenção do ritmo sinusal sob estratégia de controlo de ritmo deve ser equacionada para reduzir os sintomas relacionados com a FA e a qualidade de vida.
• Neste caso, não havendo evidência de complicações relacionadas com a amiodarona, nem sintomas sugestivos de recorrência de paroxismos de FA, tal significa que a estratégia antiarrítmica está a ser eficaz, devendo esta ser mantida na menor dose eficaz.
• Também podia ser equacionada a alteração do tratamento anti-arrítmico de amiodarona para outro fármaco como a flecainida ou a propafenona
Referências:
• Hindricks G et al. 2020 ESC Guidelines for the diagnosis and management of atrial fibrillation. Eur Heart J. 2021 Feb 1;42(5):373-498.
O que dizem as Guidelines?
Resposta certa:
• Apesar de não existir evidência robusta a demonstrar a superioridade prognóstica de uma estratégia de controlo de ritmo versus controlo de frequência na FA, a manutenção do ritmo sinusal sob estratégia de controlo de ritmo deve ser equacionada para reduzir os sintomas relacionados com a FA e a qualidade de vida.
• Neste caso, não havendo evidência de complicações relacionadas com a amiodarona, nem sintomas sugestivos de recorrência de paroxismos de FA, tal significa que a estratégia antiarrítmica está a ser eficaz, devendo esta ser mantida na menor dose eficaz.
• Também podia ser equacionada a alteração do tratamento anti-arrítmico de amiodarona para outro fármaco como a flecainida ou a propafenona
Referências:
• Hindricks G et al. 2020 ESC Guidelines for the diagnosis and management of atrial fibrillation. Eur Heart J. 2021 Feb 1;42(5):373-498.
Resposta Correta
Resposta Incorreta
PERGUNTA 02
Relativamente à decisão de anticoagulação:
(Assinale uma resposta correta)
A. Deve ser mantida a anticoagulação oral.
B. Dado o episódio paroxístico de fibrilhação auricular, sem recorrência sintomática, deve-se suspender o DOAC.
C. Dado o episódio paroxístico de fibrilhação auricular, sem recorrência sintomática, deve-se reduzir a dose de DOAC.
D. Deve ser pedido um Holter de 24 horas e se este revelar ritmo sinusal durante toda a monitorização, deve-se suspender o DOAC.
O que dizem as Guidelines?
Resposta certa:
• Nem o padrão clínico da FA (de novo, paroxística, persistente, permanente), nem a estratégia de controlo adoptada (ritmo versus frequência) devem influenciar a decisão de anticoagulação uma vez que esta é definida pelo score CHADSVASC
• Neste caso, sendo uma mulher de 76 anos, a doente tem pelo menos 3 pontos no score CHA2DS2-VASc e, por isso, benefício-risco favorável para a decisão de anticoagulação para prevenção de eventos embólicos sistémicos (recomendação de classe IA).
Referências:
• Hindricks G et al. 2020 ESC Guidelines for the diagnosis and management of atrial fibrillation. Eur Heart J. 2021 Feb 1;42(5):373-498.
O que dizem as Guidelines?
Resposta certa:
• Nem o padrão clínico da FA (de novo, paroxística, persistente, permanente), nem a estratégia de controlo adoptada (ritmo versus frequência) devem influenciar a decisão de anticoagulação uma vez que esta é definida pelo score CHADSVASC
• Neste caso, sendo uma mulher de 76 anos, a doente tem pelo menos 3 pontos no score CHA2DS2-VASc e, por isso, benefício-risco favorável para a decisão de anticoagulação para prevenção de eventos embólicos sistémicos (recomendação de classe IA).
Referências:
• Hindricks G et al. 2020 ESC Guidelines for the diagnosis and management of atrial fibrillation. Eur Heart J. 2021 Feb 1;42(5):373-498.
Quer saber qual é a resolução do caso clinico?
ORIENTAÇÃO FINAL
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Manter a anticoagulação com NOAC.
Manter estratégia de controlo de ritmo, até: 1) surgimento de efeitos adversos e/ ou 2) ineficácia em manter o ritmo sinusal
Referências:
• Hindricks G et al. 2020 ESC Guidelines for the diagnosis and management of atrial fibrillation. Eur Heart J. 2021 Feb 1;42(5):373-498.
Outros casos clínicos
Vote na resolução com perguntas escolha múltipla e ver depois a resolução
de acordo com as guidelines, participe!
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Desafio 02
Caso Clínico de
Fibrilhação Auricular
Mulher de 47 anos, agente imobiliária.
FRCV: hipertensão arterial, diabetes mellitus tipo 2.
Doença renal crónica estadio III (doença renal diabética) / Nódulo tiroideu em estudo…
Desafio disponivel em:
- 00Days
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